Fonte: Jornal Plural – José Marcos Lopes
Em reposta a ofício encaminhado pelas vereadoras Laís Leão (PDT) e Giorgia Prates (PT), a Copel informou nesta quinta-feira (30 de outubro) que vendeu em setembro de 2024 sua área no terreno conhecido como Bosque da Copel, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. A área fica na Rua Padre Agostinho e a informação sobre a possível construção de edificações no local mobilizou moradores da região nas últimas semanas.
O terreno é dividido em quatro lotes – três foram vendidos pela Copel e um, onde fica a edificação conhecida como Chapéu Pensador, pertence à Prefeitura de Curitiba. A Prefeitura negou que exista a intenção de desmatar a área pública e informou que até o momento não foi feito nenhuma solicitação para corte de mata ou construção de edificações nas demais Indicações Fiscais.
Apenas a menor parte pertence à Prefeitura
Há duas semanas, Laís Leão recebeu denúncias de secamento e envenenamento de araucárias na área, que tem um total de 47 mil metros quadrados. Ela oficiou o Ministério Público do Paraná, que abriu um procedimento para apurar a possível degradação ambiental no terreno. A área abriga a nascente do Rio Campina do Siqueira.
Em dezembro de 2018, o então prefeito Rafael Greca e a governadora Cida Borghetti assinaram um tempo de compromisso para transformar a área em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM). O projeto não andou e em 2019 o governador Ratinho Júnior (PSD) nomeou para a presidência da Copel Daniel Pimentel Slaviero, irmão do então vice-prefeito Eduardo Pimentel. Procurado, Greca (que atualmente é secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável) não comentou o assunto.
