Dia da trabalhadora e do trabalhador: o que comemoramos?

Hoje não é um feriado: é um momento na história. O Dia do trabalhador e da trabalhadora nasce a partir da luta constante contra condições de trabalho desumanas. No passado, antes dos movimentos organizados do proletariado, jornadas abusivas, insalubridade, fome e exaustão assolavam todas e todos que sobreviviam com a força do seu suor, enquanto aqueles que pouco ou nada faziam recebiam a parte do leão, se apropriando do valor do esforço alheio.
Será que esta realidade mudou tanto assim? Ainda que o esforço e a organização da classe trabalhadora tenham conseguido avanços consideráveis na história do movimento sindical, os parasitas que lucram com o SEU esforço continuam com seus discursos enganadores, se opondo às mudanças imperiosas que o mundo do trabalho nos coloca.
Menos sacrifício, mais qualidade de vida, remuneração justa, proteção dos direitos para homens e mulheres, menos desigualdade, direito a se aposentar… Isso é tão perigoso assim para que, quando estas demandas urgentes exigem resposta, se juntem, em um bloco só, políticos, empresários, mídia, correntes de WhatsApp, candidatos e influencers dizendo, aos quatro ventos, que o simples fato de que queremos ser reconhecidos como gente, ter uma vida, conciliar trabalho e sanidade mental, é coisa de vagabundo. Eles seriam contra até mesmo a abolição da escravatura, se isso garantisse lucros.
Hoje é um dia de descanso e de reflexão. Precisamos lembrar quem está do lado do trabalhador e quem, como lobo em pele de cordeiro, fala manso, mas, na hora H, faria qualquer coisa para prejudicar a VOCÊ e a todas e todos nós. Trabalhadoras e trabalhadores, unamo-nos. Não temos nada a perder, a não ser as correntes que nos prendem a quem nos explora.